quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Uma metáfora



Éramos totalmente desconhecidas, posso dizer-nos lagartas!
Depois conhecidas, imagem. No verde, imagem.
Depois freqüentamos um mesmo jardim.
Cheio de natureza, mas onde nem tudo que parecia era natural!
Por entre casulos, sem ver direito. Escuro.
Depois éramos totalmente borboletas, jogadas ao renascer de viver de novo
De viver uma nova vida, portas se abriram...
Talvez possa culpar o destino ou os astros!
Foi rápido!
Voar em ares de conhecimentos.  
Daqueles de se conhecer, de se conhecerem...
Éramos borboletas eufóricas por alçar vôos, e antes apenas lagartas...
A pouco nos conhecíamos, mas já voávamos em Jasmins e Rosas vermelhas.
Muito havia em comum do voar, voar sem medo. Da força, do bom humor
Do viver, do renascer, do voar, do voar...
Existia atitude, desejos, sonhos e muita curiosidade!
E a cor não importou, nem o tamanho, nem a maneira de pousar
O néctar tinha bom sabor, nos alimentávamos de saber, de explorar
Tinha apego, alguns dizem que ate demais...
Podia ser isso um problema!
Borboletas precisam de espaço
As asas têm que bater levemente, sem peso, sem lamúrias...
Não existiu a prosa, a verdade se ofuscou por entre as daninhas daquele jardim
Só sei que foi...
Tudo que é livre vai
Mas tudo que não se consolida não volta
E foi...
Tudo que parece não ser profundo deixa dúvidas
Aquilo que parecia ser eterno foi apenas vida de borboletas
Que brincavam no frescor do novo, no calor do azul, nos mistérios das flores...
Fomos breves borboletas...

Ou então não fomos nada disso!

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